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FERO - Federação Espírita de Rondônia

Guia de Obras Espíritas

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“Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo.”

Última atualização em Sex, 31 de Janeiro de 2014 12:36
 

Estudo de férias do CEIJAC

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Você é melindroso?

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Os Espíritos amigos, por meio do Chico Xavier, ampliaram o campo das possibilidades de autoconhecimento e de reflexão em torno das nossas atitudes e sentimentos.

Lendo um trecho de Caminho, Verdade e Vida, de Emmanuel, nos deparamos com o trecho abaixo:

Os melindres pessoais, as falsas necessidades, os preconceitos cristalizados, operam muita vez a cegueira do espírito. Procedem daí imensos desastres para todos os que guardam a intenção de bem fazer, dando ouvidos, porém, ao personalismo inferior.

melindre, em particular, é tema recorrente nos escritos de Emmanuel e foi bem definido pelo dicionarista Houaiss: “disposição para se ressentir de coisa insignificante”.

Nós nos ressentimos (sentimos demasiadamente), nos magoamos, nos ofendemos em razão do que alguém nos fez ou deixou de fazer; disse ou deixou de dizer...

Quando agimos assim demonstramos o quanto somos frágeis, nos deixando abalar ou abater por outrem. De alguma forma autorizamos outras pessoas a nos afetar, alterar o nosso humor, jogar para baixo nossas resistências morais.

Estar, ficar ou permanecer melindrado não é certamente um bom estado de espírito...

O melindre precisa de algumas situações-chave para ser deflagrado. Um dos seus gatilhos é o sentimento de contrariedade.

Na fase infantil, esta atitude se manifesta com frequência e se não ajustada costuma crescer demasiadamente. É o que ocorre quando mimamos as crianças. Tratar com mimo, com excesso de cuidado, é algo que alguns adultos fazem para diminuir a contrariedade (o aborrecimento, o desgosto, o desconforto) que elas apresentam. 

Crescemos e voltamos a nos mostrar contrariados (e com baixa resistência à frustração) em muitas situações, por vezes de modo muito acentuado. O problema é que agora as motivações vêm misturadas com vícios morais como o orgulho, a vaidade e outras esquisitices que costumamos abrigar na alma.

Se nos sentimos melindrados, respiremos fundo, sacudamos a poeira de nossas velhas disposições interiores e nos renovemos.

Por vezes será mesmo necessário relevar o erro alheio, compreender a situação, perdoar os excessos e as indelicadezas.

Se já despertamos para as nossas responsabilidades diante da vida, temos muito que realizar! Perder tempo com melindres não é, definitivamente, uma atitude sensata.

Última atualização em Seg, 13 de Janeiro de 2014 12:10
 

4º Congresso Espírita Brasileiro

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Última atualização em Seg, 13 de Janeiro de 2014 12:10
 

Simplicidade e Família

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A leitura e o estudo metódico, contínuo de algumas obras espíritas que nos chegam às mãos, mesmo os romances, pode-nos proporcionar um grande aprendizado, além do prazer natural de se ler bons livros.

A releitura do romance Renúncia, de Emmanuel, nos moldes propostos, fez-nos encontrar ensinamentos preciosos em suas linhas.

O que se extraí das leituras metódicas dificilmente se torna possível com uma leitura de fruição apenas.

Nos dois meses e doze dias a que se nos dedicamos ao estudo desta obra descobrimos dois temas inspiradores: família e evangelho no lar. É claro que esta seleção temática, limitada a estes dois temas, não encerra todas as lições contidas no livro. Feito este preâmbulo, vamos ao tema.

A necessidade da vida simples em família

Os comentários de Jaques, um dos personagens de Renúncia, dirigidos ao seu sobrinho Cirilo, será o fio condutor destas nossas considerações.

Cirilo desejando desposar Madalena e não tendo a seu ver os recursos financeiros necessários para este empreendimento, consulta o seu tio Jaques, que o orienta. Mesmo que seus conselhos não tenham sido postos em prática plenamente pelo personagem, à época, servirá para as nossas reflexões.

Em síntese, tio Jaques disse que:

· Os melhores momentos de sua vida conjugal aconteceram durante o período marcado pelas lutas contra todos os obstáculos.

· Sem o amparo da família, que não apoiou plenamente o seu casamento “as lutas intensas de cada dia, as horas de convivência doméstica tornavam-se mais preciosas”.

· O “júbilo perfeito” começou a fugir-lhes das mãos, ao assumirem a parte da herança que coube à sua esposa, o que os motivou à mudança de país. Nas suas palavras: “Na Irlanda possuíamos um ninho; na França encontramos uma casa. No ninho, vivíamos de amor e paz; na casa, a existência obedeceu às imposições dos cuidados numerosos pelas muitas convenções sociais”.

· O personagem faria a distinção entre casa e lar, acrescentando que, longe de desconsiderar a importância da organização física, as casas devem ser antes de tudo “ninhos simples e acolhedores, onde cada membro da família experimente a tranquilidade devida”.

· Felícia, esposa de Jaques, ao contato com o novo ambiente e suas facilidades materiais “não soube resistir ao peso do bem-estar”. As posses os forçaram “a numerosos esforços de manutenção e defesa”, isto é, a pequena fortuna exigiu-lhe cuidados e um investimento em tempo, que anteriormente era dedicado a interesses mais nobres.

· Suas filhas, antes habituadas à simplicidade, “cresceram entre exigências de toda sorte”.

· Por acreditar “mais na sociedade humana que nas leis simples da vida”, sua esposa de certa forma induziu as filhas ao desequilíbrio afetivo-moral, o que as distanciou do “antigo ideal”.

· E, completando as lições ao sobrinho, arrematou dizendo-lhe que não se preocupasse caso não pudesse ter um lar servido por empregados domésticos, com estas sábias palavras: “Uma casa sem lacaios é um refúgio espiritual, nestes tempos de devassidão”.

É incontestável que a experiência relatada por Jaques ao seu sobrinho faz parte de muitas histórias de vida nestes dias que correm. Conhece-se muitos lares conturbados ou desfeitos, vítimas das tantas complicações que o peso das obrigações sociais se nos impõe.

Também não é possível contestar que não poucas vezes nos submetemos às exigências de certo padrão social de vida. Ao invés de determinarmos o padrão que julgamos adequado, sucumbimos aos modelos impostos pelo grupo social do qual fazemos parte.

Troca-se assim, não raro, a tranquilidade de uma vida em família mais simples, pelas exigências que um novo modo de vida impõe. Guiamo-nos, a partir daí, pelo mais caro, pelo melhor, pelo que está na moda, enfim, por tudo aquilo que o grupo aceita como o mínimo razoável. Sem que percebamos, o nosso livre-arbítrio deixa de existir. Afinal de contas não sou eu quem decide mais a minha vida, mas os outros.

Muitas vezes o canto da sereia nos seduz a vaidade: morar neste ou naquele bairro (ou condomínio), dar uma maior proteção aos filhos, proporcionar-lhes melhores amizades, fornecer-lhes melhores escolas, etc.

É tempo ainda de refletirmos se estamos transformando a nossa casa em um verdadeiro lar ou, se ao contrário, começamos a transformar o lar em apenas uma bela e vazia casa.

Para finalizar, fiquemos com as sábias palavras encontradas na resposta à questão 926 de O Livro dos Espíritos: “Aquele que sabe limitar seus desejos e vê sem cobiças aquilo que está além de suas possibilidades poupa-se a muitos aborrecimentos nesta vida. Mais rico é aquele que menos necessidades têm”.


Abel Sidney

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Última atualização em Seg, 09 de Dezembro de 2013 12:33
 


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