O Movimento Espírita

O Movimento Espírita Nacional

  
As finalidades principais do Movimento Espírita são o estudo, a prática e a difusão do Espiritismo de modo que possa cumprir o seu papel de fomentador da transformação moral da humanidade. Considerando o crescimento do movimento espírita faz-se necessário, para subsidiar o trabalho e o fortalecer, com apoio nas bases históricas, destacar alguns momentos importantes em termos nacional, regional e estadual.

O Movimento Espírita no Brasil
A formação da Federação Espírita Brasileira (1884) foi um esforço materializado na Terra de união e unificação, do qual grandes almas fizeram parte, como Dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, que a presidiu em 1889, como segundo presidente e 1895-1900, quinto presidente. Segundo Brasil Coração do Mundo Pátria do Evangelho[1], Dr. Bezerra de Menezes “traz consigo a palma da harmonia, serenando todos os conflitos” e, ainda, segundo esta obra a organização do movimento espírita, missão de Dr. Bezerra está “dentro do grande plano da unificação e da paz, nos ambientes da doutrina, plano esse que eles conseguiram relativamente realizar, mais tarde, organizando o aparelho central de suas diretrizes, que se consolidaria com a Federação Espírita Brasileira, onde seria localizada a sede diretora, no plano tangível, dos trabalhos da obra de Ismael no Brasil.”

Um salto na história do movimento espírita no Brasil e tomamos por marco da união e unificação o Pacto-Áureo de outubro de 1949, que com as federativas de Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo criou o Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira (CFN-FEB).

Em 1950, os Caravaneiros da Fraternidade, capitaneados por Leopoldo Machado entre outros, seguiram em direção ao Norte e Nordeste em busca da adesão de outros companheiros das demais federativas. Foram feitos Simpósios Regionais, nas regiões norte, nordeste, centro e sul (1960); criados os Conselhos Zonais (1970), que em 1985 passaram a chamar-se Comissões Regionais, com reuniões semestrais; e de outubro de 1975 a abril de 1977, foi elaborado o primeiro documento pelo conjunto das federativas (CFN) “A adequação do Centro Espírita para o melhor atendimento de suas finalidades[2].”

Em 1980, uma comunicação de Dr. Bezerra continua a nos incentivar a união e unificação, quando ele diz[3]:

Solidários, seremos união. Separados uns dos outros seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos. Distanciados entre nós, continuaremos à procura do trabalho com que já nos encontramos honrados pela Divina Providência.

Outros esforços vêm sendo feitos no sentido da união e unificação como em 1983 o Lançamento da Campanha do Estudo Sistematizado e em 1983 as Diretrizes da Dinamização das Atividades Espíritas. E hoje as 27 federativas estaduais, unindo todos o país, compõe o Conselho Federativo Nacional da FEB.​​

O Movimento Espírita Regional e em Rondônia


A formação do movimento espírita regionalmente, teve início com a Federação Espírita do Amazonas (FEA – 1904) e a União Espírita Paraense (UEP – 1906); um pouco adiante formou-se a Federação Espírita do Acre (FEAC). Por fim, em janeiro de 1977, por meio da Federação Espírita Brasileira, foram instituídas a Federação Espírita de Rondônia (FERO), a Federação Espírita do Amapá (FEAP) e a Federação Espírita Roraimense (FER), fortalecendo o movimento espírita na Região Norte.


E é nesse sentido que o movimento espírita em Rondônia nas suas diversas áreas busca se organizar, no sentido do trabalho, não como forma de imposição, uma vez que as Casas Adesas são livres. Na verdade, a Federação Espírita existe para servir aos Centros Espíritas; é composta e eleita por seus dirigentes, para auxiliar o seu trabalho e promover a união e unificação dos Espíritas em Rondônia dando sinergia ao movimento espírita no Estado e contribuindo para o movimento espírita nacional.

[1] XAVIER, Francisco Cândido. Humberto de Campos – Espírito. Brasil Coração do Mundo Pátria do Evangelho. FEB: Rio de Janeiro, 1938, p. 88-90.
[2] Orientação aos Órgãos de Unificação. FEB: Brasília, 2010.
[3] Bezerra de Menezes – Psicografia de Francisco Cândido Xavier – Mensagem de União – “Unificação” – Reformador: nov.- dez./1980.